"Cidades do futuro são aquelas onde as pessoas conseguem viver com qualidade"

Duas fotos dispostas lateralmente: à esquerda, Ieva, uma mulher de meia idade, branca, com cabelos pretos; à direita, um senhor de 60 anos, cm cabelos e bigode loiro
Os Happy Hours voltam, este ano, com novas temáticas, e traz diferentes convidados para debater possibilidades em diversas áreas. O primeiro Happy Hour do Instituto Votorantim em 2017 fechou o mês de maio com o debate sobre Cidades do Futuro: onde estamos e como chegaremos lá?.

Nesta edição, os convidados foram Ieva Lazareviciute, oficial de projetos do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) no Brasil, e Thomaz Assumpção, fundador e CEO da Urban Systems, empresa focada em Inteligência de Mercado. A mediação será feita por Benjamin Citron, da área de Desenvolvimento Imobiliário da Votorantim S.A.

Ieva abordou principalmente questões relacionadas aos indicadores relacionados aos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) definidos pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). E pontuou: cidades do futuro são aquelas onde as pessoas conseguem viver com qualidade e desenvolver suas atividades econômicas.

Para Thomaz, a cidade inteligente é aquela economicamente sustentável. “Ela se sustenta porque tem uma economia geradora de emprego e renda. As pessoas ficam nessas cidades, porque não precisam ir embora para estudar”, afirmou.

A oficial do PNUD também falou do avanço no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) dos municípios brasileiros, considerando o CENSO de 2000 e 2010. “Há cidades comparáveis à Noruega, mas ainda temos muitas similares ao Níger”, destacou.

Já o CEO da Urban Systems afirmou que é preciso mensurar os avanços dos municípios com medições de escalas com seus pares: “Comparar a evolução de grandes cidades em comparação às menores é frustrante. É preciso entender o ranking por indicadores: quem são os primeiros em urbanização, mobilidade, educação, saúde.”

Recursos e possibilidades

No encontro, os convidados abordaram questões relacionadas aos recursos financeiros das localidades e de que maneira a tecnologia pode auxiliar no desenvolvimento dos municípios brasileiros.

Para Ieva, o salto no IDH de algumas cidades é importante, mas é necessário analisar qual o percentual de municípios brasileiros que avançaram na mesma proporção. E afirmou: há recursos disponíveis para investimentos. “Nós precisamos entender onde estão direcionados esses recursos, como são gerenciados e como é feito o monitoramento do impacto desses investimentos.”

Thomaz destacou que as cidades inteligentes seguem um ciclo virtuoso, no qual o desenvolvimento econômico remete ao desenvolvimento social e, consequentemente, ao desenvolvimento ambiental, e que é preciso preservar os três setores sistemicamente.

O encontro está disponível, na íntegra, na nossa página no Facebook.

Nosso próximo Happy Hour acontece no dia 29/6, a partir das 17h. José Marcelo Zacchi, secretário-geral do GIFE, e Carlota Mingolla, empreendedora e ativista, são os convidados e debatem a questão: Como promover uma cultura de participação cidadã no Brasil?

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