Ponto de vista – “A palavra é: integração”

Conversamos com o Secretário da Câmara Municipal de Tapiraí (SP), vereador Jorge Vieira Martins, sobre como a integração de diversos atores na participação da vida política nas cidades pode fazer a diferença nas melhorias locais.

“É inegável a importância da comunidade como um todo quando o assunto é desenvolvimento das cidades brasileiras. Para a gestão pública acontecer é preciso a participação dos comerciantes, do cidadão comum, de representantes do ensino, dos grupos sociais e das empresas. E é a integração de todos esses atores que forma uma rede atuante capaz de mobilizar causas relevantes. Aqui em Tapiraí, esse movimento acontece principalmente por meio dos conselhos públicos e de audiências públicas. Tratam-se de excelentes canais de participação para o cidadão que leva demandas e também para a prefeitura que pode conhecer assim suas prioridades e reais problemas. A cidade tem oito mil habitantes, é pequena, mas tem poder de mobilização porque muitos entendem que é preciso acompanhar a política de perto. A integração é necessária na base, da forma que mencionei, e também de nossa parte com outros municípios. Nós fazemos divisa com mais sete cidades, administrativamente estamos na Região Metropolitana de Sorocaba e fazemos parte do Vale do Ribeira. A união nos fortalece para conseguir recursos e levar demandas ao Governo Federal. Isso vai além dos políticos, é um envolvimento também econômico e social, devido às políticas públicas que conquistamos juntos. Eu vejo que o movimento democrático está cada vez mais possível por conta da transparência, dos portais das prefeituras e das organizações que mostram detalhes da gestão. Isso é ótimo e deixa a população motivada para participar da política. É uma maneira de ver para onde os recursos públicos estão indo e o que seus representantes estão fazendo. As pessoas estão vendo que político não é intocável e tem que saber que ele é fiscalizado, que o povo está de olho, participando e cobrando. Os jovens estão voltando a ser atuantes também, isso é ótimo. Se o gestor público não começar a olhar para a coletividade, ele fica ultrapassado. As mudanças que vêm acontecendo são um recado claro de que o individualismo não ajuda em nada e que se prezarmos pelas parcerias e pela coletividade todos saem ganhando.”