28 de outubro: Dia do Servidor Público

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A data comemorativa chama a atenção para o papel daqueles que fazem a roda da gestão pública girar. Por isso, a entrevista ganha nova cara para essa edição. E muitas vozes. Porque quem trabalha para o público, para o que é de todos e para todos, tem nome, identidade e divide a vida no município como cidadão e como trabalhador.

Reunimos aqui depoimentos de servidores de diversas localidades em que o AGP acontece. As falas que mostram as alegrias e os desafios dessa carreira:

Adão Barbosa de Araújo, agente do Meio Ambiente em Miracatu (SP)

“Tenho dez anos de prefeitura e mesmo com todo esse tempo de serviço eu ainda me vejo descobrindo uma nova consciência sobre meu trabalho e o impacto das ações que ajudo a construir. Ainda mais atuando nessa área que envolve o meio ambiente. Eu me sinto realizado promovendo projetos de conscientização em escolas, discutindo a questão da coleta seletiva nos bairros, com cooperativas e outros agentes desse setor. Sei que pensar no descarte correto dos resíduos vai ser muito importante para a cidade. Além disso, firmamos parcerias com a Secretaria de Turismo, estamos de olho nos rios, na preservação, na qualidade de vida das pessoas. Acho que é um trabalho fundamental. É um trabalho que ainda esbarra em questões burocráticas, de descrença da população algumas vezes, mas é preciso continuar, mostrar que vale a pena.”

Juliana Bernardi Petek, diretora de Departamento de Relações Institucionais e Políticas Públicas de Três Lagoas (MS)

“Já são nove anos de dedicação ao serviço público, primeiro foi no âmbito federal e agora no municipal. Eu tenho muito orgulho do meu trabalho. Eu penso que andorinhas fazem verão, sendo uma sozinha ou mais. Tento fazer minha parte da melhor maneira possível. Vou estudando, adquirindo conhecimento, porque é um trabalho de impacto no lugar onde vivo. Eu me sinto parte dessa comunidade e isso muda a perspectiva do que faço. O meu empenho é grande porque nós, funcionários públicos, lidamos com o dinheiro de impostos. É a nossa contribuição e de toda a cidade. A seriedade e responsabilidade vão ficando maiores porque quero ver os resultados, e trabalhando na prefeitura essa mudança é vista nas ruas, nos bairros, na vida da cidade. Eu vejo minha carreira como uma oportunidade de mudar e fazer diferente. Sou do estado de São Paulo e fui abraçada por essa cidade, então me dedico a ela. E no meu cargo esse sentimento fica mais forte porque tenho uma missão de interlocução, de abrir canais para ouvir e comunicar a população três-lagoense. Faço o meio de campo para que todos sejam parte dos avanços da cidade. Então, estamos com ações para promover transparência das transações e receita da prefeitura, para ativar conselhos municipais. O desafio maior fica na desconfiança da própria população com a esfera política de modo geral. Muitos estão desacreditados e isso aumenta minha responsabilidade em fazer o trabalho bem feito, planejado, monitorado e bem executado na ponta pra mostrar que é possível fazer diferente. Estamos nessa carreira pra isso e não é utópico. Essa consciência tem que estar no coração do servidor público.”

 

Erasmo da Silva Neiva, secretário de Planejamento e Desenvolvimento Econômico de Paracatu (MG)

“Quem trabalha no setor público adquire a consciência do alcance de cada ato. O que faço envolve a vida da cidade. Na minha área, estou em todo processo que envolve o urbano e o orçamentário. Cuido da captação de recursos para que Paracatu consiga valores estaduais e federais porque só a receita própria não é o suficiente. Realizo essas atividades com dedicação porque com os recursos bem direcionados em educação, saúde – ou outra área de maior necessidade – podemos facilitar a vida dos cidadãos, da cidade toda. E sou parte dessa comunidade. Essa é a questão de quem trabalha no setor público, faço por mim e por todo o município a que pertenço. Antes de entrar na prefeitura eu trabalhei por 30 anos em empresa privada e pude aprender muito, trazendo experiência, boas práticas e uma maneira de trabalhar que pode mesclar com a gestão pública e melhorar certos pontos. O próprio AGP traz uma modernidade para o nosso trabalho e nos deixa alinhados com o que está fora de Paracatu. Está sendo muito bom para a cidade e para os servidores públicos trabalhar pensando nas metas dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável propostos pela Organização das Nações Unidas (ONU). Sinto que cada vez mais as pessoas da cidade, e de dentro da prefeitura, estão se envolvendo. Estamos motivados e acho que isso movimenta e possibilita transformações.”

Hélia Rosa da Silva Aparecida, diretora de Projetos e Convênios de Paracatu (MG)

“Estou nesse cargo desde 2007 e continuo porque vejo razão, acho muito relevante para a vida da cidade. Articulo e me relaciono com várias pessoas, de diferentes instâncias, para fazer tudo acontecer, e faço com o maior cuidado e respeito porque não é só pra mim, não é só algo do momento com a pessoa que converso. É maior. É difícil às vezes, mas o bom é que os resultados que colhemos não são individualizados, são para a população toda. Na minha área vejo que a dificuldade está na parte burocrática mesmo, são muitas leis e camadas de aprovações e autorizações, que são necessárias, mas demandam tempo. O bom é que fazemos o possível para que aconteça e saia do escritório. E aí vem a satisfação, é palpável o trabalho diário, visto em cada canto do município.”