FIIMP compartilha aprendizados em finanças sociais e negócios de impacto e anuncia nova fase

Grupo de Institutos e Fundações de Impacto lança publicação que relata trajetória de discussões e experiências ao longo do primeiro ano de atividades e convoca outras organizações para nova rodada de aprendizados. 

Como institutos e fundações podem investir em negócios de impacto socioambiental? Quais os melhores caminhos e que cuidados tomar? Como monitorar o impacto social dos investimentos? Essas e outras dúvidas de institutos e fundações são abordadas na publicação que o FIIMP – Fundações e Institutos de Impacto acaba de lançar. Entre 2016 e 2018, indo da teoria à prática, o grupo realizou investimentos em negócios de impacto, contando com o apoio de três intermediários, e todas as experiências e ensinamentos de cada etapa desse processo foram documentadas na publicação “FIIMP – Nossa jornada de aprendizado em Finanças Sociais e Negócios de Impacto”.

Para Filippe Barros, analista de Gestão de Programas do Instituto Votorantim (iV) que participou do processo de aprendizagem ao longo dos dois anos, a experiência foi enriquecedora. “Entendo que o FIIMP seja uma referência de atuação em rede e que proporcionou um impacto muito maior para o setor e para os participantes do que se todas as organizações atuassem isoladamente com esse mesmo objetivo de aprendizado. Tivemos uma série de aprendizados também relacionados à governança do projeto, que podem ser replicados em outras iniciativas no campo do investimento social. Por fim, hoje sinto que estamos mais preparados para auxiliar as empresas investidas da Votorantim na tomada de decisões relativas ao campo de negócios de impacto socioambiental”, afirma.

Inspirados pela Força Tarefa de Finanças Sociais (agora nomeada como Aliança pelos Investimentos e Negócios de Impacto), o FIIMP é um grupo de 22 fundações e institutos familiares, empresariais e independentes que se uniram com o intuito de aprender juntos. Cada investidor aportou US$ 10 mil para iniciar as atividades, arrecadando um total aproximado de R$ 700 mil para o processo de aprendizado, por meio de investimento em negócios de impacto socioambiental via intermediários, e no ecossistema de finanças sociais.

A publicação, lançada em junho, responde diversas perguntas que podem apoiar o início de uma jornada de investimento de impacto. O Guia faz parte da estratégia do grupo de disseminar o conceito de investimento de impacto e incentivar que outros institutos e fundações compreendam o tema de forma prática e pragmática, somando investimentos de impacto, de forma segura, às doações já realizadas. “Compartilhamos desafios e experiências com outras 21 organizações de perfis bastante diversos e que também tinham o mesmo objetivo de aprender com a iniciativa. Também pudemos conhecer mais sobre mecanismos financeiros de apoio a negócios de impacto socioambiental como atuam diversos intermediários e atores desse setor dores e desafios enfrentados pelos empreendedores e como Fundações e Institutos podem ser mais protagonistas do campo”, comenta Barros.  

Em 2017, foram experimentados quatro modelos de investimento, sendo um investimento direto e os outros três (com a maior parte do recurso) pelo modelo indireto, com o objetivo de, ao fomentar esses intermediários, contribuir também para o fortalecimento de mais atores do ecossistema. Entre as diversas opções disponíveis, por meio do modelo indireto, foram testados três instrumentos financeiros diferentes, mediante três intermediários: a SITAWI Finanças do Bem, a Bemtevi e a Din4mo Ventures.

No primeiro caso, em que a SITAWI foi o intermediário, o negócio de impacto inicialmente selecionado atua no setor da Educação e o instrumento em questão é a Garantia de Empréstimo. Por meio de doação do FIIMP, a SITAWI buscou estruturar a primeira Garantia de Empréstimo Socioambiental para um negócio de impacto no Brasil. No segundo caso, com o intermédio da Din4mo, o negócio investido foi da área da Saúde, por meio do instrumento de Título de Dívida Conversível (TDC), usando a plataforma Broota. Já no terceiro caso, o investimento foi feito diretamente no negócio (da área de Habitação), também pelo instrumento de TDC, dentro da plataforma Broota. E no quarto e último caso, o intermediário foi a Bemtevi, apoiando diversos negócios por meio do instrumento Dívida. Todos esses casos estão descritos em detalhes na seção “Embarcando na Jornada: os Investimentos do FIIMP”.

Para 2018, o FIIMP possui dois desafios: acompanhar os investimentos dos negócios apoiados, monitorando o retorno financeiro e o impacto socioambiental gerado em cada caso, e iniciar uma segunda rodada do grupo. O resultado da primeira experiência trouxe tantos aprendizados que parte do grupo decidiu investir numa nova fase e está convocando outros institutos e fundações que queiram participar de uma segunda rodada em 2019 e 2020.

A publicação completa está disponível para download gratuito em: http://bit.ly/baixeFIIMP

Fazem parte do FIIMP: Childhood, Fundação BMW, Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza, Fundação Lemann, Fundação Otacílio Coser (FOCO), Fundação Raízen,

Fundação Telefônica Vivo, Fundação Tide Setubal, Fundo Vale, Instituto Ayrton Senna, Instituto Coca-Cola, Instituto Cyrela, Instituto de Cidadania Empresarial (ICE), Instituto EDP, Instituto Holcim, Instituto InterCement, Instituto Phi, Instituto Sabin, Instituto Samuel Klein, Instituto Vedacit, Instituto Votorantim e Oi Futuro. O grupo conta com o apoio técnico do GIFE, Phomenta e ANDE (Aspen Network of Development Entrepreneurs).