FIR 2019 – Ações que mudam vidas

Projetos que possibilitam a diversidade, a inclusão social e o desenvolvimento sustentável são sempre bem-vindos, ainda mais em uma sociedade pautada pela desigualdade. E é pensando em melhorar a realidade da América Latina e do Caribe, que empresas, fundações e institutos como o Instituto Votorantim se reúnem e promovem anualmente o Fórum Internacional RedEAmérica. A edição 2019 está marcada para 21 de março, em Salvador.

Embora tenham tido avanços significativos nessas regiões ao longos das últimas décadas, a verdade é que a heterogeneidade da população latina e caribenha não tem sido valorizada, muito pelo contrário, tem sido alvo de preconceito e discriminação. O resultado disso? Perda de direitos, minorias sem voz, cidadãos marginalizados, democracia em risco e mais desigualdade.

E os mais atingidos são aqueles colocados em posição de vulnerabilidade: crianças, jovens, mulheres afrodescendentes, indígenas e moradores de zonas rurais, que acabam sendo deixados de lado pelas políticas públicas. Segundo Margareth Flórez, diretora executiva da RedEAmérica, isso se explica pelo fato de o controle de dados ainda ser algo recente na história do povo latino-americano. “Há apenas 16 anos, os censos na região começaram a coletar estatísticas desses perfis, e ainda há muitas deficiências no registro”.

Enquanto isso, as pessoas mais vulneráveis se veem em um círculo vicioso perigoso. “Os indivíduos em condições precárias e de exclusão não participam das esferas de poder nem dos processos de tomada de decisões, possuem menores possibilidades de inclusão social e econômica, menores oportunidades para se desenvolverem e para exercerem seus direitos e são os mais afetados pelos desastres naturais e mudanças climáticas”, ressalta Margareth.

Cientes disso e engajados em trazer soluções a problemas tão estruturais da sociedade, o grupo empresarial que forma a RedEAmerica formada por 80 organizações em 14 países entende que a melhor maneira de combater o problema é transformando-o em oportunidades. Para isso, unem esforços, conhecimento e capacidades e partilham experiências e boas práticas, ouvindo pessoas e reconhecendo suas condições. Somente assim é possível propor ideias e estratégias que possam, de fato, mudar vidas e proporcionar um desenvolvimento efetivo e sustentável, sem chances de retrocesso.

 Saiba mais sobre a programação do FIR 2019.