FIR – Diversidade e inclusão na América Latina e Caribe

A pobreza e a desigualdade possuem rostos: são jovens, crianças e mulheres afrodescendentes, indígenas, moradores de zonas rurais da América Latina e Caribe.

Esta população é ainda pouco visível nas estatísticas, e, em consequência, nas políticas públicas. Essas deficiências têm contribuído para que as diferenças associadas às condições raciais, étnicas e de gênero não sejam devidamente atendidas.

A população em situação de indigência e pobreza é significativamente maior entre indígenas e afrodescendentes, situação que implica enormes desvantagens quanto ao acesso, permanência e conclusão escolar, e, em consequência, dificuldades para acessar o mercado laboral formal, bem como para usufruir dos sistemas de saúde e previdência social.

Na região, 48 milhões de pessoas são indígenas e mais de 125 milhões são afrodescendentes, sendo que a maioria vive no Brasil. Toda essa diversidade que caracteriza a América Latina e Caribe, ao invés de ser uma fonte de riqueza e uma alavanca para o desenvolvimento sustentável, tornou-se um fator que aprofunda e dá rosto à pobreza e à desigualdade. Como contornar essas circunstâncias? Como tornar a diversidade em uma alavanca para a construção de uma sociedade mais inclusiva, igualitária, próspera e democrática? Como envolver esses grupos populacionais tradicionalmente excluídos nas estratégias para alcançar o desenvolvimento sustentável? Como alcançar na garantia dos direitos e construir um desenvolvimento que seja para todos?

O Bloco Brasileiro da RedEAmérica composto pelos Institutos Votorantim, Lina Galvani, Camargo Corrêa, BRF, Arcor, LafargeHolcim, as Fundaçoes Otacilio Coser-FOCO, Alphaville, André e Lucia Maggi e a Natura, junto com organizações de 14 países,  esperam gerar uma reflexão sobre as oportunidades e os desafios que a diversidade apresenta na construção do desenvolvimento sustentável na região. Isso, ocorrerá, em Salvador, o Fórum Internacional RedEAmérica 2019, no 21 de março.