Fórum Internacional: Diálogos para diminuir desigualdades no Brasil e América Latina

Exercitar a empatia, o diálogo e a cooperação para a resolução de questões e conflitos, fazendo-se respeitar e fomentando o respeito ao outro, com acolhimento e valorização da diversidade de indivíduos e de grupos sociais, requerem a utilização das três dimensões da comunicação – ferramentas, atitude e processo, de acordo com Patricia Limeres, especialista do Instituto Lina Galvani.

 

Foi nesse sentido que a entidade encontrou na Terapia Comunitária Integrativa (TCI) – ferramenta criada para construção de redes sociais com base no compartilhamento de experiências e saberes, assim como no acolhimento e respeito ao outro – um potencial instrumento para o desenvolvimento comunitário.

A ferramenta norteia a atuação do Lina Galvani em cada território em que atua e dá importantes subsídios para o planejamento, desenvolvimento e acompanhamento dos trabalhos do Instituto. O que é abordado nesses encontros auxilia o monitoramento dos indicadores: Participação; Diálogo; Confiança; Governança; Ampliação e Inovação de Repertório Local; e Satisfação com o Território. O modelo faz um convite à mudança de olhar e de enfoque, sem pretensão de desqualificar as contribuições de outras abordagens, e será apresentado durante o XI Fórum Internacional RedEAmérica, dia 21 de março, em Salvador, com a pauta “A contribuição da Diversidade para a promoção de comunidades sustentáveis”. Para participar do Fórum, basta se inscrever através do site. As vagas são limitadas.

Além de um mecanismo de diagnóstico das comunidades e avaliação do desenvolvimento do trabalho, as rodas de conversa têm um papel essencial no fortalecimento do tecido social, ainda de acordo com Limeres. “Elas propiciam a escuta, a fala e o acolhimento, com o objetivo de criar vínculos e de estimular a comunidade a usar a criatividade para construir seu presente e seu futuro a partir de seus próprios recursos”, afirma.