Investimento social e setor público são destaques em evento do Instituto

No dia 22 de novembro, o Instituto Votorantim promoveu o evento “Diálogos Convergentes: Interações entre o poder público e os negócios para o desenvolvimento das cidades”, em São Paulo.

O encontro contou com a presença de Robson Schmidt, do Sebrae Nacional, Rodrigo Agostinho do Instituto Arapyaú, e membros das empresas investidas da Votorantim e do Instituto.

Com quatro painéis e diferentes temáticas, foram apresentados cases com programas e projetos das entidades em que empresas, poder público e comunidade atuam de maneira conjunta para o desenvolvimento das localidades de maneira mais autônoma e sustentável.

No painel “Retorno sobre Investimento: AGP em Três Marias”, Edson Souza, do Instituto Votorantim, apresentou o diagnóstico sobre o cálculo de ROI Social com base nos investimentos realizados no município mineiro, por meio do programa de Apoio à Gestão Pública (AGP).

Entre 2013 e 2016, foram investidos R$ 661 mil no munícipio, valor distribuído entre o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), a Nexa e o Instituto Votorantim.

“Focamos em reduzir o déficit orçamentário em Três Marias, além da elaboração do Plano de Saneamento”, afirmou. Entre novembro de 2016 e janeiro deste ano, foi feito todo o levantamento de dados e entrevistas com lideranças locais.

Em fevereiro e março, foi feita a análise aprofundada sobre os casos levantados no estudo do caso. De março até maio, ocorreu a sistematização do plano e treinamento dos funcionários locais.

Edson destacou que, para o cálculo do ROI, foram levados em conta os fatores que auxiliam não apenas na geração de valor da empresa, mas também a proteção. “Nós somamos os custos de gestão e os investimentos sociais e chegamos a um montante. Dentro da ótica financista, consideramos a eficiência operacional, o absenteísmo evitado (ausência no trabalho) evitado e a mídia espontânea como fatores determinantes para o cálculo”, pontuou.

O resultado foi um ROI de 2,6 vezes o valor inicial do investimento, com retorno total em cinco anos de projeto.

Programa Líder

No painel “Impacto econômico do planejamento territorial: Programa Líder Sebrae”, Robson Schmidt, do Sebrae Nacional, apresentou dados sobre a iniciativa em Pinheiro Machado, no Rio Grande do Sul.

Robson explicou que a metodologia demanda a integração dos três setores: público, privado e terceiro setor. “Não adianta um setor público competente se o empresariado não o acompanha, e vice-versa. A mobilização de lideranças deve ocorrer entre os três setores”, destacou.

O Programa Líder atua com a priorização de demandas e alinhamento às políticas públicas. São formados grupos com pessoas dos três setores e, ao longo de oito encontros, são trabalhadas diferentes temáticas para o de desenvolvimento de um projeto para a localidade.

Uma das conquistas com o Programa Líder foi a integração de Pinheiro Machado à região dos Pampas. “Com isso, conseguimos diminuir a dependência do município em relação à planta, trazendo novas alternativas econômicas para o local”, pontuou.

Desenvolvimento Urbano

Claudio Lojkasek Lima e Renê Marcelo Rocha, da Votorantim S.A, trouxeram a Região Metropolitana de Sorocaba para o painel “Como o planejamento urbano pode trazer retornos aos negócios”.

Com 27 municípios, as empresas investidas da Votorantim atuam em 12 deles com unidades de negócios nas adjacências. O intuito é desenvolver um plano de desenvolvimento integrado. A partir de um planejamento regional, com a cooperação de diferentes níveis do governo, o plano busca a integração do planejamento e da execução de funções públicas para a utilização racional do território.

Serão trabalhados cinco grandes temas: meio ambiente, mobilidade e logística, desenvolvimento econômico, saúde e segurança. Além disso, a liberação de áreas de propriedades adquiridas no município de Votorantim também integram o plano. Atualmente, mais de 50% do território pertence ao grupo.
O plano defende a compatibilização dos interesses do grupo ao desenvolvimento urbano do município, compatibilizando os interesses das empresas investidas da Votorantim ao desenvolvimento do mercado imobiliário.

Na capital

Por fim, Benjamin Citron, área de Desenvolvimento Imobiliário da Votorantim S.A., apresentou o painel “Projeto de Intervenção Urbana na Vila Leopoldina”.

A proposta integra o Projeto de Intervenção Urbana (PIU), do município de São Paulo, estudos técnicos para promover o ordenamento e a reestruturação urbana em áreas com potencial de transformação na cidade.

Atualmente, a Votorantim detém uma área imobiliária na Vila Leopoldina, região oeste da capital. O terreno, próximo à Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (CEAGESP), representa uma área estratégica e com grande potencial para o investimento social.

Cerca de 4.500 pessoas vivem em condição de vulnerabilidade e, com o desenvolvimento da proposta, seriam diretamente impactadas pelo projeto. Benjamin citou a revitalização de complexos residenciais, além da construção de novas moradias. Também são previstos investimentos em equipamentos de assistência social no entorno para a população em situação de rua.

O projeto aguarda aprovação da Prefeitura de São Paulo. Se for aprovado, o plano se torna um projeto de lei e segue para votação na Câmara Municipal.

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