“Não é possível crescer se todo mundo não crescer junto”

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Foto de três pessoa sentados à frente de um auditório; à esquerda, um homem branco, de cabelos claros e aparentando 38 anos, No centro, uma mulher branca de cabelos loiros, aparentando 40, anos. À direita, um homem branco de cabelos escuros, aparentando 45 anos.
Da esq. para a dir: Rafael Gioielli, do Instituto Votorantim; Malu Paiva, da Fibria; e Luiz Daniel de Campos, do IFC Brasil, durante 4° Happy Hour do Instituto Votorantim

Os novos modelos de negócio e a geração de valor compartilhado pautaram o 4° Happy Hour do Instituto Votorantim, realizado no dia 30/8, em São Paulo.

Com mediação de Rafael Gioielli, Gerente Geral do Instituto Votorantim, o encontro contou com Malu Paiva, Diretora de Sustentabilidade, Relações Corporativas e Comunicação da Fibria, e Luiz Daniel de Campos, Principal Investment Officer do IFC Brasil.

Malu abriu a discussão, citando o case sobre o Programa de Desenvolvimento Rural e Territorial (PDRT) da Fibria no município de Aracruz, no Espírito Santo. “Os conflitos com a comunidade eram um impeditivo para o nosso trabalho. E não é possível crescer se todo mundo não crescer junto”, destacou, relacionando as ações ao programa de fomento florestal, implementado pela empresa na localidade.

A Diretora afirma que todo o processo de valor compartilhado foi feito de maneira intuitiva. Malu também destacou o trabalho de uma consultoria especializada para o levantamento de dados, além da integração das equipes de diferentes áreas. “Nós buscamos criar uma visão sistêmica do investimento social, integrando a área de negócios à social, e revisitando nossa estratégia. Desta forma, todos sentiram que fizeram parte do processo”, afirmou.

Estratégia social

Luiz Daniel destacou que, antes mesmo de iniciar o desenvolvimento da estratégia de valor compartilhado, as companhias devem mitigar os riscos das suas operações. “Algumas empresas não percebem o impacto que elas causam nas localidades, e todas provocam, em menor ou maior escala. Uma companhia precisa se entender como parte da comunidade”, pontuou.

O convidado destacou oito padrões para analisar os riscos socioambientais decorrentes das atividades do setor privado, utilizados pela IFC desde 2006. “Nós acompanhamos a evolução das companhias dentro desses aspectos, que vão desde relações com a comunidade, com o meio ambiente, comunidades indígenas, até a herança cultural”, ressaltou.

Além disso, reforçou que a abordagem proativa com a comunidade é ponto alto para a definição da estratégia social. E destacou que nem sempre as ações sociais são sustentáveis: “É preciso pensar também na parte de negócios, como paralisações das atividades que acontecem por diversos fatores, o acesso dos trabalhadores aos postos de operações, pois tudo isso impacta nos números. Devemos levar em conta a consistência do planejamento social na estratégia da companhia”.

Os dois convidados também destacaram que nem todas as estratégias estão sempre relacionadas à geração de valor compartilhado, mas sim à proteção de valor das empresas.

Para acompanhar o encontro na íntegra, acesse a transmissão na nossa página no Facebook. Acompanhe nossas novidades, também, pelo Twitter e YouTube, e fique de olho para saber quando será o nosso próximo Happy Hour.