O agente principal

Por definição, o terceiro setor é o conjunto de instituições, como associações comunitárias, organizações não-governamentais, fundações, entidades filantrópicas e outras, que são da iniciativa privada, porém sem fins lucrativos, assim como é o Instituto Votorantim (iV). Apesar da nomenclatura ser encontrada nos noticiários, a maioria das pessoas têm dúvidas sobre seu funcionamento – muitos até o desconhecem. “Esse é um assunto que é mais assimilado pelas pessoas que atuam no segmento, mesmo que seus resultados façam parte do dia a dia das pessoas”, comenta Raquel Leite, da área de Gestão de Programas.

De olho em reverter este quadro, o iV inicia uma série de matérias que explicam, em linhas gerais, como funciona e de que é feito o terceiro setor.

Fator humano

Para colocar em prática as demandas a que se propõem, as entidades do terceiro setor precisam ter seus pilares consistentes (objetivos e organização de seus projetos e programas) e, principalmente, contar com pessoas que possuam empatia com a causa e mobilizem-se para que esta aconteça. Este, que é um dos agentes principais da área, é o voluntário.

Segundo uma pesquisa realizada pela Pnad Contínua e divulgada pelo IBGE, em 2016, 6,5 milhões de pessoas realizaram algum tipo de atividade voluntária. Esse número corresponde a apenas 3,9% da população acima de 14 anos, mas, apesar de parecer um dado pouco expressivo, no cotidiano, é possível notar um aumento no interesse sobre o assunto. O crescimento da internet e as possibilidades de disseminação deste tipo de conteúdo são alguns dos fatores que podemos elencar, uma vez que os possíveis voluntários percebem que não faltam opções de causas para abraçar. Segundo Raquel, as empresas têm um papel importante para que haja esse maior engajamento por parte das pessoas. “Muitos são estimulados em seus ambientes corporativos. As atividades realizadas pelo iV, por exemplo, são estimuladas internamente por cada empresa investida da Votorantim”, explica.

A participação voluntária tende a ser ativa e direta, porém não é só de pessoas engajadas que se faz o terceiro setor. Para que as atividades aconteçam efetivamente, é fundamental que a instituição esteja constituída legalmente, tenha uma administração independente, com boas práticas de gestão, possua funcionários remunerados e que haja transparência na divulgação de resultados.

Faça parte!

A Votorantim possui um Guia de Voluntariado Empresarial que orienta a construção e realização de ações nas empresas investidas da Votorantim. Algumas delas têm desenvolvido seus programas e políticas com o apoio do iV. Há, também, um game de voluntariado liderado pelo Instituto, chamado Desafio Voluntário, que acontece anualmente e envolve todos os empregados do Brasil e Peru. Consulte a plataforma Voluntários Votorantim para mais informações (www.voluntariosvotorantim.com.br).