Ponto de Vista – "A palavra é: cooperação"

Conversamos com Luis Alexandre Lima Lentisco, promotor de Justiça de Aripuanã (MT), sobre como a cooperação de diversos atores na participação da vida política nas cidades pode fazer a diferença nas melhorias locais.

“Como promotor de Justiça meu papel é garantir que as políticas públicas sejam implementadas. Sou responsável por fiscalizar se a prefeitura está agindo de acordo com o que a lei determina e isso vale também para outros atores sociais, como cidadãos e empresas. Além de fazer parte do meu trabalho, esse é meu papel também como cidadão porque todos nós temos responsabilidades quando se trata de melhorias da cidade. A cooperação entre diferentes instâncias e pessoas é pauta mundial em todas as democracias. Essa rede de diferentes atores é fundamental para garantir o desenvolvimento como um todo, tanto econômico quanto social e ambiental. A democracia fica fortalecida e a comunidade sai ganhando. Por parte das empresas, é importante a aproximação e o compromisso com a comunidade em que estão inseridas. A Votorantim, com a unidade aqui, tem sua responsabilidade com questões ambientais e sociais, como contrapartida pelo inevitável impacto ambiental que é inerente a um empreendimento de mineração. Os planos de ordenamento que foram feitos por meio do Programa de Apoio à Gestão Pública são frutos desse relacionamento e já ajudaram a solucionar problemas que só um especialista conseguiria resolver, ainda que, a meu ver, isso seja apenas um começo e seja necessário também, como contrapartida pela instalação do empreendimento, atender a demandas da população, que deve sempre ser ouvida e levada em consideração. É interessante observar também que essas parcerias apresentam diferenças quando se trata de grandes centros urbanos e cidades menores, onde é mais natural a participação da comunidade. Em Aripuanã vejo grupos bastante atuantes, incluindo representantes das igrejas católica e evangélicas, e conselhos municipais bem ativos. As pessoas se interessam por audiências públicas e comparecem. É um movimento diferente das pessoas em cidades grandes que parecem se achar mais distantes do Poder Público.”

Próximo post: »