Ponto de Vista – "A palavra é: política"

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Foto com dispersas folhas de papel espalhadas, com um ponto de interrogação impresso em cada uma delas
A edição é especial, mas seguimos com o nosso tradicional espaço de depoimentos “Ponto de vista”. No ritmo do Encontro da Atuação Social  da Votorantim, o AGP promoveu um debate com os participantes sobre o que é política. Entre diversos conceitos, análises e percepções, destacamos algumas falas dos profissionais que estiveram na oficina. Confira:

“Entendo política como o movimento de uma pessoa ou de um grupo disposto a trabalhar para contribuir para melhoria de algo. Infelizmente, hoje a coisa é diferente e criou-se essa imagem de repulsa. Quando alguém fala em política, já pensamos em algo ruim. Mas sabemos que existem pessoas se organizando para correr atrás e fazer valer seus direitos e deveres. Acho também que é um conceito muito ligado às ideias de cidadania e de democracia.”
João Borges Montenegro, facilitador da CBA em Niquelândia (GO)

 

“Eu adoro política. Acho que política é uma baita ferramenta para planejar o futuro, para dialogar. Estamos vivendo um momento no país onde é tudo muito novo: para as empresas, para as comunidades, para o poder público. Formação de conselhos, por exemplo, viveu um ‘boom’, mas ainda são sempre as mesmas pessoas nesses espaços. Precisamos renovar. Ainda estamos nos preparando. A gente educa para a política e acho que é este o momento. Acho que, nesse sentido, o AGP vem cumprindo seu papel.”
Simone Conte, facilitadora da Votorantim Siderurgia/Legado das Águas.

 

“Sinto que sempre nos esquecemos dos deveres. O cidadão tem direitos e deveres. Nos concentramos muito nos direitos, mas não nos manifestamos tanto quanto aos deveres. Muitas vezes não participamos [dos espaços de ação política]. Só ficamos na cobrança.  Precisamos de mais movimentação, maior envolvimento político da população, tanto nas pequenas como nas grandes cidades.”
Natasha Leite de Camargo, Votorantim Siderurgia.

 

“Concordo com uma fala do Mujica que diz que não somos perfeitos, não somos deuses. Precisamos da política. Se somos imperfeitos, a política vem ajudar nas relações entre as pessoas. O gestor tem o papel de gerenciar os problemas da comunidade. O problema é que, por inúmeros fatores, pelo que vemos da política atual, às vezes  escolhemos o que a mídia deseja e as pessoas não tem essa habilidade de gerenciar os problemas.”
Giuliano Alves, Legado Verde do Cerrado, CBA.

 

“Desqualificar o que é política é uma forte tendência hoje em dia. Eu acho que antes de falar de política, precisamos falar de atitude cidadã. Onde vivenciamos a cidadania nas nossas vidas, na nossa cultura, na nossa educação? Acho que hoje vivemos uma crise de cidadania. Essa descrença política não vai mudar se não discutirmos isso. Ser cidadão é conhecer a constituição e saber coloca-la em prática.”
Cristiane Holanda Moraes Paschoin, Nexa.

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