“Precisamos começar a forçar a gestão pública a ser mais ágil”

Foto do encontro, realizado no Instituto Votorantim, em São Paulo. Da esquerta para a direita: Carlota Mingolla, Luís Henrique de Campos e José Marcelo Zacchi

A segunda edição do Happy Hour do Instituto Votorantim ocorreu no último dia 30, no Instituto Votorantim, em São Paulo, com o tema Como promover uma cultura de participação do Brasil?.

Com participação de Carlota Mingolla e José Marcelo Zacchi, o encontro foi mediado por Luís Henrique de Campos, coordenador do Programa de Apoio à Gestão Pública do Instituto Votorantim.

A discussão teve início com a questão: “Por que ainda vale a pena criar a cultura de participação social?”. Carlota afirma que nós apostamos muito alto na democracia representativa e terceirizamos uma série de responsabilidade que nos cabem. E frisou: “Uma aposta fundamental é voltarmos a pensar em qual é o caminho da representação da democracia direta e da participação cidadã. Ainda há muitos meios e ferramentas que nós desconhecemos”.

Para José Marcelo, a cultura de participação coletiva é imprescindível para que a sociedade se desenvolva de maneira coletiva, enraizada, efetiva e sustentável. “Nós dialogamos com o plano de fundo de um país que se forjou a partir do Estado, de fora para dentro, de cima para baixo, e que não nasce com a história da ação coletiva, comunitária, cidadã”, afirmou.

O secretário-geral do GIFE também pontuou que a cultura da valorização na dedicação de processos de escuta e negociação cotidiana para amparar a população é pouco familiar ao País. Ainda assim, ele afirma que houve um grande progresso na participação cidadã ao longo das últimas décadas. Temos mais ferramentas, como agendas temáticas, além do investimento do setor privado para fortalecimento dessas ideias.

Uso de novas tecnologias

Se houve um avanço, também graças às tecnologias, os convidados pontuam algumas questões sobre a popularização e o uso das soluções digitais no processo de tomada de decisões.

“Bons processos coletivos, com resultados duradouros, demandam tempo e exigem alguns mecanismos específicos. Precisamos pensar na mistura dos dois processos – dinâmico e organizado –, conjugados de maneira estruturada”, enfatizou José Marcelo.

Carlota endossou a fala, questionando a criação de aplicativos para resolver todos os problemas. Para ela, as ferramentais digitais devem servir, também, para a transparência e visibilidade dos dados, aproximando gestores e engajando cidadãos. E destacou: “Nós precisamos começar a forçar a gestão pública a ser mais ágil, da mesma forma que somos na nossa vida cotidiana”.

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