Área de Negócio - Celulose e Papel (VCP).
Síntese – O Programa Poupança Florestal tem o objetivo de fomentar a produção de eucalipto na metade sul do Rio Grande do Sul, viabilizando o início da operação da VCP nesta região. Neste modelo, a Votorantim Celulose e Papel vai além da tradicional parceria em atividades de reflorestamento: fornece as mudas, presta assistência, garante a compra da produção, incentiva a agrossilvicultura – sistema de produção que permite o cultivo de eucalipto, com a de grãos e a criação de animais – e ainda abre oportunidade de adesão a pequenos produtores, regularmente assentados pelos programas federais.

Além de proporcionar oportunidades de negócios para outros agentes da cadeia produtiva, o projeto deverá abrir enormes possibilidades para a empresa a partir de 2010, quando o primeiro plantio de eucalipto será colhido. A produção poderá ser exportada na forma de toras e cavacos ou mesmo processada localmente, o que demandaria a construção de uma fábrica para industrializar a produção, abrindo novas oportunidades de negócios e empregos, dentro de um círculo virtuoso de empreendimentos.
Implantação – O programa foi implantado em novembro de 2004, tendo como “epicentro” o município de Capão do Leão, próximo a Pelotas, no sul do Rio Grande do Sul. Foi o ponto de partida para a consolidação de mais nova base florestal da VCP, o primeiro projeto produtivo da empresa fora do Estado de São Paulo.
No sistema de agrossilvicultura, o eucalipto é plantado em linhas mais largas. Entre elas, semeiam-se arroz, soja, milho e sorgo, nos primeiros anos. Quando o eucalipto começa a produzir sombra, planta-se capim para a engorda de animais. Dessa forma, além de representar uma fonte de renda adicional para os produtores, o cultivo de eucalipto também contribui para diluir os riscos da atividade, sujeita a dificuldades sazonais impostas pelo clima. Em 2003 e 2004, por exemplo, a produção de grãos no Rio Grande do Sul foi castigada pela estiagem. Para os produtores, a produção de eucalipto surge como alternativa.
Desafios – O maior desafio de implantação do projeto é harmonizar todos os interesses, de maneira a tornar o empreendimento atraente tanto para a empresa quanto para a comunidade local, vencendo possíveis resistências.
Resultados – O programa abriu 800 postos de trabalho diretos, injetando mensalmente R$ 7,5 milhões no orçamento estadual – por meio do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) – e dinamizando a economia regional.