Área de Negócio: Siderurgia
Síntese: Para a construção da nova unidade da Votorantim Siderurgia em Resende (RJ), a empresa adotou medidas em busca do aprimoramento do desempenho ambiental, minimizando o impacto nas comunidades e preservando a manutenção dos recursos ambientais. Além disso, iniciou um processo de engajamento com os órgãos ambientais para acelerar as licenças prévia e de implantação.
Depoimento: “A constante interação com o órgão ambiental garantiu que nada tivesse atraso e que a empresa pudesse sempre se antecipar para o próximo pedido dos reguladores. Assim, em dois meses o EIA/RIMA estava aprovado, quando o tempo padrão para isso seria de quatro meses” - Marco Túlio Lanza, Gerente Corporativo de Meio Ambiente.
Implantação: A primeira fase desse processo se deu com o estudo de viabilidade do projeto, que inclui o EIA/RIMA (estudo de impacto ambiental e relatório de impacto ao meio ambiente), análise de riscos, arqueologia do terreno, relatório de impacto socioeconômico. Após a entrega dos estudos ao órgão competente, o mesmo formou um grupo de trabalho interno para a validação dos relatórios. O engajamento começou com a condução de diversas reuniões com cada área interna da instituição, para que a empresa sanasse dúvidas que aparecessem e assim acelerasse a aprovação do EIA/RIMA. Foram conduzidas também reuniões técnicas e audiências públicas com os moradores locais.
Sete meses depois do inicio dos estudos de viabilidade, a Votorantim Siderurgia estava com sua Licença Prévia em mãos. O próximo passo seria a busca pela Licença de Implementação. O período incluiria corrigir as restrições feitas na etapa anterior, conduzir planos e estudos para implementação, para adequação às exigências dos órgãos. Para deixar esse processo mais eficiente, a área de meio ambiente, juntamente com o Diretor da Votorantim Siderurgia, Albano Chagas, discutiu com os aprovadores do projeto a viabilidade de se desmembrar a Licença de Implementação em duas etapas. A primeira seria uma licença para terraplanagem e a outra para o resto do projeto. Este desmembramento seria muito importante para fazer a terraplanagem antes do período das chuvas, o que facilitaria muito o projeto. O engajamento da empresa e a reputação conquistada frente aos membros do órgão fizeram com que isso fosse possível e em 15 dias a terraplanagem estava autorizada. A segunda parte da licença saiu em 4 meses.
Para o gerente corporativo de meio ambiente da VS, Marco Túlio Lanza, ficou muito claro o quanto a proximidade com as instituições ambientais ajudou a acelerar o processo. Com a licença para implementação em mãos, a área de meio ambiente se concentrou em cumprir os planos e acordos feitos nas etapas anteriores, combinado a estudos de impacto da operação no local.
Desafios: A próxima licença a ser perseguida é a de operação. O processo está ocorrendo, mas quando ela for emitida o engajamento não pode terminar aí. Com a operação em andamento ainda existem os desafios de controle e monitoramento, gerenciamento de riscos e ações de emergência. Dessa forma, o engajamento deve se tornar um processo e a proximidade já conquistada com os órgãos ambientais deve ser mantida, fazendo parte da estratégia de sustentabilidade da Usina de Resende. Ele deve ser constante, pois a empresa ganha credibilidade, é vista como ambientalmente responsável e mostra que quer contribuir com o órgão ambiental. Este deixa de ser um agente que fiscaliza e autua para virar um parceiro que entende as dificuldades de uma operação complexa como é a siderúrgica, que propõe soluções conjuntas e cronogramas realistas para os ajustes necessários na fábrica.
Resultados: A Unidade Resende alcançou tempo recorde na obtenção das licenças Prévia e de Implantação. O projeto tinha um cronograma apertado para implementação da siderúrgica, com investimentos de R$ 1 bilhão.