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Na ótica do Instituto Votorantim, juventude é oportunidade. Uma oportunidade do tamanho da população brasileira de 15 a 29 anos, que supera os 50 milhões de pessoas. E é esta visão que compartilha com funcionários, gestores e lideranças do Grupo Votorantim, passando pelos parceiros da cadeia de valor dos negócios, governos, comunidades, terceiro setor e outros públicos com os quais se relaciona.

Um dos grupos sociais mais vulneráveis, a juventude, mostra, ao mesmo tempo, vocação natural para transformar o mundo e expressar valores relevantes à sociedade. Por acreditar nesse potencial como forma de construir um País melhor, o Instituto Votorantim definiu o jovem entre 15 e 29 anos como público prioritário e foco do investimento social das empresas do Grupo Votorantim.

Perfil

A escolha e dedicação do Grupo à causa jovem também se deve ao fato do segmento – composto por 50,5 milhões de pessoas (IBGE PNAD 2005) – representar 25% da população brasileira, e conviver com uma enorme carência de iniciativas sociais, educacionais e culturais voltadas para a melhora de suas condições de vida.

Desses jovens, cerca de 4,5 milhões não trabalham, nem estudam. De acordo com a Secretaria Nacional da Juventude, esta é a faixa etária mais atingida pelos índices de desemprego, evasão escolar, falta de formação profissional, mortes por homicídio e envolvimento com drogas e criminalidade.

Em contrapartida, os jovens ocuparam 90% das mais de seis milhões de novas vagas criadas com carteira assinada entre 2003 e 2007 (Secretaria Nacional da Juventude) e cerca de seis milhões deles são voluntários. Estima-se que 14 milhões tenham interesse em fazer trabalho voluntário, mas não sabem como começar (Rede Globo – Série Jovens do Brasil).

A atual curva demográfica, segundo os especialistas, não se repetirá, o que significa que existe hoje uma oportunidade única para a transformação. Por isso, o Instituto Votorantim assumiu o compromisso de orientar os investimentos sociais do Grupo Votorantim para a juventude, para sua educação, sua inserção no mercado de trabalho, seu acesso à cultura, ao esporte e para o fortalecimento de seus direitos.

Na rede

Para ter informações complementares sobre questões da juventude, visite o site Onda Jovem. Trata-se de um projeto patrocinado pelo Instituto e direcionado a pessoas e organizações que trabalham para este segmento da população. O projeto, composto por uma revista e um portal, dá voz a educadores, pesquisadores, jovens líderes, profissionais do terceiro setor e outros interessados no tema.

Empresas interessadas em contratar jovens podem acessar o Portal Busca Jovem, uma iniciativa do Grupo de Afinidade em Juventude do Gife, que conta com o apoio do Instituto Votorantim. A ferramenta ajuda empresas na procura por jovens qualificados, tirando dúvidas do RH e estimulando a contratação de aprendizes.

Pesquisa

O professor Marcelo Neri, economista-chefe do Centro de Políticas Sociais (CPS), do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas coordenou, em 2008, duas pesquisas sobre temas relacionados: o capítulo brasileiro da pesquisa do Gallup World Poll (2006) sobre o Índice de felicidade presente e futuro dos habitantes de 132 países do mundo; e a Pesquisa Jovens, Educação, Trabalho e o Índice de Felicidade Futura, resultado de uma parceria entre a FGV e o Instituto Votorantim, com base em dados do Censo Demográfico, PNAD, PME, RAIS e CAGED.

Os resultados da pesquisa sobre o Índice de felicidade mostram otimismo entre o jovem brasileiro, que tem a média mais alta de expectativa de felicidade daqui a cinco anos entre 132 países pesquisados, com a nota de 9,29 numa escala de 1 a 10, na faixa entre 15 e 29 anos.

Esses resultados provavelmente estão associados à melhoria de alguns fatores, como o aquecimento do mercado de trabalho, o aumento da renda e da escolaridade média entre os jovens, o que foi captado pela pesquisa Jovens, Educação, Trabalho e o Índice de Felicidade Futura.

Para acessar o site da pesquisa e obter mais informações, clique aqui.

Aumento na média de anos de estudo completos, no período de 1992 a 2006
Jovens de 15 a 21 anos (mais voltados aos estudos) acréscimo de 3,1 anos
Jovens de 22 a 29 anos (mais voltados ao trabalho) acréscimo de 2,5 anos
Adultos de 30 a 39 anos acréscimo de 1,7 anos
Média histórica brasileira acréscimo de 1 ano por década

Os jovens de 15 a 21 anos avançaram nos estudos três vezes mais que a média histórica brasileira.

Média de anos de estudo completos, em 2006
Jovens de 15 a 21 anos 8,9 anos
Adultos de 30 a 39 anos 8,1 anos

O grupo de 15 a 21 anos – que a rigor ainda não terminou todo o seu processo educacional formal – já ultrapassou a escolaridade do grupo de 30 a 39 anos.