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Trabalho

Prezado (a) gestor (a),

Apresentamos, nesta seção, a sistematização do Núcleo Comum do Futuro em Nossas Mãos, um projeto desenvolvido pelo Grupo Votorantim para alavancar oportunidades de preparação e inserção produtiva de jovens entre 18 e 29 anos no mercado de trabalho, no contexto da cadeia de valor dos seus diversos negócios.

O Núcleo Comum é o módulo de formação para a cidadania, integrante da grade curricular do projeto, e que visa à apropriação de competências pessoais e profissionais gerais, essenciais à formação do cidadão trabalhador. O Núcleo recebe este nome porque é considerado, pelo Instituto Votorantim, como um conteúdo básico e comum a ser aplicado, de forma obrigatória, em todas as modalidades técnicas.

Esperamos, com essa sistematização, alinhar e orientar a aplicação dessa formação nas Unidades de Negócio, incorporando as contribuições das organizações formadoras e de outros parceiros do projeto.

Aqui você encontrará diretrizes gerais para aplicação dos conteúdos e sugestões de planos de aula, considerando sempre a necessidade de adequação de abordagens à realidade local de cada projeto.

Bom trabalho!

Equipe do Instituto Votorantim

Clique nas informações abaixo e saiba mais sobre o Núcleo Comum:

Objetivo do projeto Futuro em Nossas Mãos

O projeto Futuro em Nossas Mãos tem por objetivo promover a inserção do jovem no mercado de trabalho, seja em empresas ou por meio do empreendedorismo qualificado, com iniciativas de capacitação e estratégias para a sua efetiva inclusão, como a formação de redes de empregabilidade.
Em sua dimensão educativa, oferece aos jovens conteúdos de qualificação em dois aspectos:

  • Formação técnica especializada
  • Formação para a cidadania

Leia mais sobre os fundamentos do projeto no Guia de Implantação.

Objetivo do Núcleo Comum

Promover a formação cidadã dos jovens do projeto Futuro em Nossas Mãos, com vistas a torná-los trabalhadores responsáveis em relação a si mesmos e éticos nas relações profissionais, estimulando projetos de vida baseados na prática dos valores da cidadania na comunidade e na sociedade.

Premissas do Núcleo Comum

A educação profissional é complementar, e não substitui a educação básica.
O projeto considera a escolarização como fator essencial para uma inserção qualificada no mercado de trabalho. Para tanto, orienta os gestores do Núcleo Comum a adotar estratégias pedagógicas que estimulem o retorno ou a permanência dos jovens na escola, para concluir, ou ir além do Ensino Médio. Portanto, não é recomendada a participação no projeto de jovens desinteressados em continuar os estudos.

A formação cidadã é requisito básico para a inserção produtiva na sociedade moderna.
O projeto está alinhado com as políticas públicas para educação profissional, que preconizam a formação, ao mesmo tempo, ética e técnica dos trabalhadores. Para tanto, recomenda, no Núcleo Comum, o desenvolvimento de conteúdos que estimulem o senso crítico, o sentido de responsabilidade, o comportamento ético e a habilidade de relacionamento dos jovens.

Concepção pedagógica

O projeto recomenda o desenvolvimento de atividades que estimulem a participação ativa dos jovens na construção do conhecimento e que promovam reflexões consistentes sobre os temas abordados.

O conhecimento trazido pelo aluno, bem como os resultados das vivências práticas, na forma de dinâmicas ou outras técnicas de escuta, devem ser considerados como ponto de partida e base essencial para o desenvolvimento da teoria ou para exploração e sistematização de conteúdos, sempre com a mediação do educador.

As atividades pedagógicas podem incluir:

  • Leitura, interpretação e análise de textos impressos;
  • Pesquisa, interpretação e análise de textos em sites na Internet;
  • Interpretação e análise de conteúdo de filmes;
  • Vivência e análise de situações reais, metafóricas e/ou lúdico-analógicas;
  • Exercícios de sistematização e de expressão de ideias, opiniões, debate ou confronto de ideias, entre outras.

O projeto recomenda que a abordagem dos conteúdos e a escolha de sub-temas considerem as demandas, necessidades e outras características específicas da realidade local dos jovens.

Assim, o educador do projeto tem liberdade para adotar as estratégias e recursos de aprendizagem aqui apresentados ou propor novas alternativas instrumentais, apresentando ao Instituto Votorantim uma proposta que preserve a estrutura temática, as diretrizes e os resultados esperados de cada um dos blocos e temas de aula.

Estrutura Geral e Carga Horária

O Núcleo Comum está estruturado em três blocos de atividades, articulados entre si, com carga horária total de, no mínimo, 44 horas-aula. Recomenda-se que as horas-aula sejam cumpridas em sessões de até quatro horas por dia, uma vez por semana.

Blocos e temas
Carga horária recomendada

Bloco 1: Identidade e relacionamento

  • Identidade
  • Projeto de vida
  • Qualidade de vida
  • Convivência em grupo
16 horas-aula

Bloco 2: Cidadania

  • Direitos e deveres
  • Participação social
8 horas-aula

Bloco 3: Mercado e mundo do trabalho

  • Formas de inserção
  • Requisitos da inserção
  • Ferramentas de inserção
20 horas-aula

É importante salientar que esta proposta está ligada à possibilidade de:

  • Estímulo à reflexão e ao aprofundamento do conhecimento pelos jovens, por meio de leituras e pesquisas nos intervalos entre as aulas;
  • Tratamento das situações concretas que envolvam o comportamento e a dinâmica das relações grupais no cotidiano do curso como um todo;
  • Atividades extraclasse em conjunto, como visitas à Unidade de Negócio da Votorantim ou atividades culturais.

Observação: para cada tema apresentado, há mais de um plano de aula disponível. Por isso há um trabalho importante do educador, que consiste em selecionar aqueles que mais atendem às expectativas de trabalho com os jovens, considerando a carga horária de 44 horas-aula.

Resultados gerais esperados
Ao final da aplicação do Núcleo Comum, espera-se que os jovens estejam mais bem preparados para:

  • Ler e interpretar a realidade que os cerca;
  • Aprender a reconhecer suas vocações para mundo do trabalho;
  • Conhecer a natureza de seus direitos e deveres como trabalhadores e cidadãos;
  • Atuar de forma ética no ambiente de trabalho, na comunidade onde vivem e na sociedade.