ReDes: novos negócios inclusivos pautam encontro do Grupo de Afinidades

O Programa ReDes de apoio a negócios inclusivos teve mais uma turma iniciada no último dia 26. A 11ª edição do Grupo de Afinidades reuniu integrantes de Curral Novo do Piauí (PI), Laranjeiras (SE) e Miraí (MG). A reunião foi pautada pelo tema “A importância dos grupos produtivos e da integração das pessoas no sucesso dos projetos”, abordando também as mudanças metodológicas do programa e elucidando a questão da Régua de Maturidade.

O encontro virtual, mediado por Luciana Cavalini, integrante da equipe de comunicação da Olhar Cidadão, que apoia a comunicação do iV, contou com a participação de Rodrigo Bueno, da equipe de comunicação da Olhar Cidadão, João Paulo Candia Veiga, pesquisador da Universidade de São Paulo (USP) e consultor do programa ReDes, Christiane Vila Nova Camargo, coordenadora de projetos sociais do iV, Larissa Araujo Aniceto, estagiária de Desenvolvimento Institucional do iV e Raquel Zanon, da área de Gerência de Inclusão Produtiva do BNDES, que estava conectada no Rio de Janeiro.

Assim como em todas as edições, o espaço foi uma oportunidade para trocar experiências, apresentar ideias e compartilhar desafios e boas práticas de cada negócio apoiado pelo iV e BNDES, dando suporte e oferecendo uma estruturação mínima para que os coletivos possam se desenvolver e, acima de tudo, se tornar sustentáveis e se perpetuar para além do projeto.

Nova Metodologia

A coordenadora de projetos sociais do iV, Christiane Vila Nova Camargo, deu início ao encontro explicando um pouco mais sobre a questão da revisão da metodologia. “Analisando o curso do programa ReDes, notamos que ele poderia ser ainda mais assertivo. Entendemos que diferentes situações necessitam de diferentes soluções. Para isso, precisamos compreender a necessidade real de cada grupo, fazer uma avaliação conjunta com os representantes e trabalhar em cima disso, dando um foco mais produtivo”.

Outro ponto importante de alteração no programa é em relação ao nível de complexidade dos projetos. Christiane explicou que negócios que necessitam de um investimento menor e possuem menos barreiras para serem implementados apresentam resultados mais rápidos e práticos, impactando um número ainda maior de pessoas. Por isso, os empreendimentos contemplados pelo programa giram em torno de áreas-base do mercado, como Pesca, Hortifruti, Avicultura, Laticínio, Apicultura e Produtos Manufaturados.

Projetos participantes

Um por um, os grupos foram apresentando suas lideranças e seus integrantes e explicando o objetivo de seus projetos. O primeiro foi o Reviravolta, uma cooperativa de reciclagem em Laranjeiras (SE). Eles já participaram de outras edições do Grupo de Afinidades e, hoje, possuem 39 integrantes.

Com o apoio do programa ReDes, os membros da cooperativa puderam aprender desde como usar um computador e fazer contas simples, até estabelecer um planejamento de negócio e implementar as ideias com direção definida e sustentabilidade. Os ex-catadores do lixão que não se viam respeitados pela sociedade, hoje, com o apoio do iV, trabalham com dignidade e se reconhecem como verdadeiros profissionais e agentes ambientais.

O segundo grupo a se apresentar foi a Associação de Costureiras de Miraí (MG) que, atualmente, possui 17 participantes. As costureiras fazem roupas de dormir em tecido de seda e malha. O projeto está a todo o vapor, mas visa um futuro ainda melhor, aumentando a produção para ampliar empregos e, por consequência, a renda da comunidade local.

Os últimos coletivos se apresentaram juntos. A Associação Caprinos e Ovinos e a Associação Mulheres Fortes são de Curral Novo do Piauí (PI) e participaram pela segunda vez do Grupo de Afinidades. Por ser uma região extremamente carente, o projeto está sendo muito importante e transformador. As mulheres fazem colheita e venda de mandioca, produto que, inclusive, foi usado como base para uma receita de brigadeiro, trazendo um diferencial ao empreendimento.

Para João Paulo, consultor do Programa ReDes, cada localidade tem suas necessidades específicas e, por isso, não existe um modelo único que se encaixe para todos. “Os projetos vão se adaptando e se moldando para suprir suas demandas e, em paralelo, vão recebendo os incentivos do poder público, do iV, do grupo de afinidades local e dos consultores para se desenvolver e poder, de fato, fazer a diferença em suas regiões. Os grupos estão indo bem, fazendo o passo a passo corretamente e tendo resultados, e nós aqui vamos acompanhando e fortalecendo como podemos. Estamos no caminho certo!”, conclui.

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